Depoimento dos Voluntários

 

Gustavo Maciel

“Sou voluntário há sete meses, me formei na turma Arco-íris. Eu tinha um desejo de ‘ajudar’ à humanidade, procurei então uma maneira de levar o amor ao próximo de uma forma realmente eficiente. Descobri que na contação e histórias tudo é possível e que conseguimos mudar realidades. Conheci o Instituto História Viva por um grande amigo, Roberto – sou muito grato a ele por isso. Num trabalho dito ‘normal’, recebemos dinheiro em troca de nosso esforço, mas como contador de história me sinto muito mais ‘rico’: recebo alegria e sorrisos. Não sou um contador de histórias, sou um agente transformador. Sigo um ensinamento de Madre Teresa de Calcutá, que diz: ‘Quero que ninguém se afaste de mim sem se sentir melhor ou mais feliz’”.

Eliana Reynaldo

“Sou voluntária há quase um ano, mas já namorava o Instituto há pelo menos quatro. No ano passado, montamos um curso aqui no Hospital da Cruz Vermelha, do qual também participei, me encantei e não largo mais. Foi aqui que comecei a contação com os pacientes. Um dia, uma colaboradora do hospital estava internada e fui contar histórias para ela. Qual não foi minha surpresa quando, ao sair do quarto, outra colaboradora me aborda, dizendo que também queria quebrar a perna e ficar internada, só para que eu fosse contar histórias para ela. Pronto, começava também a contação para colaboradores. Quase toda semana faço contação em setores do hospital. Também estou sendo requisitada para contar histórias motivacionais, de equipe e qualidade nas reuniões do Comitê Gestor, do qual  participam gerentes, supervisores, coordenadores e colaboradores. Um dia eu estava bem triste por algumas coisas da vida e decidi que naquele dia não contaria histórias. Parei, pensei e decidi que deveria contar histórias, pois elas transformam a minha vida também. Eu conto uma e os olhares dos pacientes transformam a minha história, transformam minha tristeza em esperança, fazem com que os meus problemas se transformem em algo tão pequeno e de fácil solução. Por isso eu tenho sempre na mente e no coração uma história, seja ela qual for, mas que se encaixe na situação, às vezes minha, às vezes da vida, mas sempre uma boa história”.

Thiago Domingos

“Conheci o Instituto através de um comercial na televisão do Viva e Deixe Viver, e como sempre quis fazer um trabalho voluntário, pensei que era uma ótima oportunidade para começar: atuando em hospitais. Entrei no site e eles me direcionaram para o História Viva. Realizei o treinamento de seis meses, passei pelo projeto carona no Hospital de Clínicas e me formei como Contador de Histórias pelo Instituto. A cada dinâmica que participei, a cada atuação no hospital, fui me apaixonando mais e mais pelo ato de contar histórias e realmente ser um transformador de ambientes com fragilidade. Desde 2007, meu local de atuação é o HC e no começo do trabalho contava histórias só para crianças. Ver o brilho no olhar de uma criança ao ouvir uma história e o sorriso com o final feliz sempre me foi um grande motivador para continuar o trabalho, além da equipe de contadores que cultiva os mesmos valores que eu. Então eu precisava de um desafio maior e fiquei com vontade de começar a contar histórias para adultos também. Comecei a levar um livro com crônicas para o hospital, mas o medo da rejeição me impedia de tentar contar história para os maiores. Até que depois de uns dois meses levando o livro tomei coragem e fui. É muito gratificante ver a receptividade dos adultos internados e de como eles precisam de uma palavra durante o período de internação. Hoje sou líder do grupo Rá-Thi-Boo,que atua no HC todas as terças-feiras à noite, levando sonhos para todas as idades”.

Luzia Heyn

“Conheci o Instituto História Viva por uma mensagem que minha amiga Fran Brugnollo enviou ao meu e-mail, que prova que em nossa vida nada acontece por acaso. Fiz o curso na turma ‘A Tartaruga e a Lebre’ e sou voluntária há cinco meses. Resolvi me tornar uma contadora de histórias porque sempre desejei fazer um trabalho que minha deficiência física não fosse um obstáculo para levar alegria e prazer ao próximo. Ser uma contadora de histórias é sentir o doce sabor da infância em cada momento que as conto e recebo um sorriso de meus ouvintes. Poder fazer com que as pessoas que atendo consigam fugir da realidade em que se encontram, geralmente momentos de tristeza e dor, e possam se transportar para o melhor lugar que sua imaginação permita, estendendo as mãos para os seus sonhos, vencendo seus desafios, conquistando a chave que abre a porta para uma vida plena e repleta de pureza. As histórias que eu conto me fazem viver momentos mágicos, grandiosos, raros e inesquecíveis. Hoje atuo no Lar Rogate, onde moram 19 idosas. Toda semana, elas esperam ansiosas a minha visita e de minha amiga Nayze Bittencourt Ordine, e quando chega a hora de irmos embora, elas ficam ao nosso lado até o último instante, desejando que o dia não termine. Levo e trago paz e alegria em meu coração. É assim que supero meus limites, aprendo, cresço, esquecendo que problemas existem. Consigo atingir om maturidade e muita satisfação o objetivo de ser uma contadora de histórias, porque no ‘Livro da vida, o autor é você’”.

Silvia Yokoyama

“Conheci o Instituto História Viva em 2007, pelo Thiago Domingos, que foi meu colega na faculdade e hoje é Secretário da Valorização Humana do Instituto. Sempre escutei o Thiago falar muito bem do Instituto, mas ficava protelando para fazer o treinamento por “falta de tempo”. Neste ano de 2011 fui com ele assistir uma palestra sua, sobre administração do tempo, e  no dia seguinte fui ao Hospital das Clínicas ver e conhecer o trabalho dos contadores. Acabei ficando encantada e com muita vontade de participar. O que me motivou a começar o treinamento foi poder saber que posso, sim, doar um pouco do meu tempo e transformar alguns minutos da vida das pessoas em alegria e esperança. E esta frase “não tenho tempo” eu descartei do meu vocabulário, pois para ajudar o próximo eu sei que tenho tempo e que esta ajuda me fará muito bem no futuro. O treinamento tem sido muito gratificante, confesso que na segunda vez da oficina fiquei com um pouco de preguiça, mas ao chegar no Instituto tudo mudou e hoje fico na expectativa para a próxima oficina. E estou muito ansiosa para começar a contar histórias. O motivo por decidir me tornar contadora de história é a alegria em poder ajudar ao próximo. E também poder ajudar em casa na recuperação dos meus avós. Escuto muitas histórias dos meus avós, do tempo da infância e a fase adulta, mas penso que posso animar o dia deles contando algumas histórias diferentes e que trabalhem a imaginação deles. Sou apaixonada pelo trabalho do Instituto. É um trabalho maravilhoso e que deve ser motivado cada vez mais por seus voluntários”.

Marina Pisin Loyola

“Conheço o trabalho do Instituto História Viva desde 2008, mas sempre considerei que só entraria no voluntariado no momento em que tivesse certeza que essa seria uma atividade permanente, não mero encanto. E em 2011 este momento chegou. Após superar o falecimento da minha mãe no ano passado, resolvi que era hora de me preparar para ser contadora de histórias. Para isso, tive o absoluto auxílio do André Franco, amigo da família e voluntário do Instituto. O que me levou a optar pelo voluntariado junto ao Instituto foi a seriedade da instituição, além da minha certeza pessoal de que eu conseguiria histórias, fato esse que me provoca uma significativa emoção em cada quarto. Atualmente, conto histórias na Cruz Vermelha, nas quartas à noite, junto dos demais ‘Sapinhos’ da equipe. Lá já passamos histórias divertidíssimas, como a tentativa de invasão do morgue, e também momentos muito emocionantes. Cada noite a satisfação pelas duas horas junto aos pacientes se torna mais substancial para mim. E, com toda certeza, da minha história como contadora de histórias, o momento mais importante e especial foi o treinamento de imersão das Amebas de Pé, pois lá encontrei um grupo de pessoas com os mesmos interesses e objetivos que eu, além de iniciar o convívio com nossos maravilhosos veteranos. A contação vale todos os momentos”!

Felipe Sirtoli

“Sou voluntário há mais ou menos oito meses, conheci o Instituto através de um amigo que também é voluntário. Meu interesse surgiu quando conheci a história do Instituto e o bem que ele leva, associado ao fato de eu já ter trabalhado com uma contadora. Desde que entrei para o Instituto já atuei em alguns eventos e mesmo na sede, mais o principal é a contação de histórias em hospitais. Levar alegria para pessoas em um situação de fragilidade é muito gratificante, saber que algumas horas podem fazer um grande bem para os pacientes e para mim. Atualmente estou contando histórias no Hospital das Clínicas nas terças à noite com o grupo Ra-Thi-Boo. Uma história muito marcante apra mim é “A Rainha com Rabo de Macaco”, pois foi a primeira história que ouvi de um contador mesmo antes de conhecer o Instituto, e hoje fico muito feliz em poder contá-la para as crianças nos hospitais”.

Sandro Moreira

“Era uma “tarde vazia”, da qual nada deveria esperar, mas, de repente, o telefone tocou…. era um grande amigo que me ligava para contar que participou, como convidado, de uma formatura muito especial: dos novos voluntários do Instituto História Viva. Considero aquele o primeiro momento de minha trajetória de contador. E foi por meio daquela ligação que consegui, por um instante, ver o reflexo de minha alma. Recebi, de uma pessoa do meu convívio,  palavras que serviram como um maravilhoso espelho que refletiu meu ser em seu íntimo. Minhas angústias e aspirações foram desveladas e minhas riquezas e potencialidades foram clareadas. Fez-se Luz! Passada a euforia do treinamento para contar histórias, me engajei na pediatria do hospital Erasto Gaertner, onde encontrei pessoas extraordinárias. Contadores, voluntários, profissionais de saúde e pacientes. Todos em busca de um bem maior: a luta pela vida. Desta forma, consegui alcançar duas buscas em minha senda: contribuir para o esforço universal e ocupar o lugar certo no mundo criativo! Desde então, há pouco mais de um ano, sou voluntário e tenho uma relação de muito carinho, aprendizado e respeito com a atividade de contar histórias. Considero a arte de contar histórias uma atividade completa, cheia de mitos e reflexões que nos ajudam e ensinam a compreender melhor o mundo em que vivemos. Também nos ajuda a fazer escolhas sobre a maneira como queremos encarar a realidade que nos cerca. Tenho o desejo de permanecer por muito tempo nesta atividade, e aí entra o papel do Instituto. Além da grande admiração que ele me desperta, estabeleci uma grande relação de confiança quando passei a conviver com as pessoas e conhecer a forma de trabalho delas. Para o próximo ano, quero colaborar recrutando novas instituições, onde mais voluntários possam atuar e também captando recursos para o Instituto. Minha história favorita é ‘As Três Perguntas do Rei’. Ela me ajudou a elucidar a importância que o trabalho voluntário tem. Leiam!”.

 

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